Enchendo a cestinha de compras...

Hoje vamos tentar algo novo aqui no Beco do Autor. A cada quinze dias (mais ou menos😁) vou colocar aqui uma lista de 5 recomendações para vocês.
Uma chance de encher a cestinha de compras.
No primeiro post do Beco, eu falei de Jack Reacher e deixei por lá três dicas de livro do brucutu (os mais novos talvez não saibam o que é brucutu, mas fiquem tranqüilos, em breve explicarei). Hoje vamos tentar uma pegada menos pancadaria... Vamos lá;
Buick 8, Stephen king
Buick 8 é um romance enigmático sobre a fascinação do ser humano pelo sobrenatural, sobre a insistência em buscar respostas para o inexplicável e sobre o terror e a coragem em face do desconhecido.
Esse livro me veio a lembrança quando vi a entrevista do King com o Conan O’brien, o autor conta um hilário caso sobre uma história que não conseguia terminar. A trama de Buick 8 é a seguinte: Depois da morte do policial Curtis Wilcox, Ned, seu filho de dezoito anos, começa a visitar a delegacia onde o pai trabalhava. O sargento Sandy Dearborn, melhor amigo de Curtis na força policial, percebe a curiosidade do rapaz e decide compartilhar com ele uma estranha história, mantida em segredo há anos pela polícia da Pensilvânia. Antes de Ned nascer, o oficial Ennis Rafferty junto ao pai do garoto atendeu a uma chamada de um posto de gasolina e voltaram para a delegacia com um Buick abandonado. Curtis, que entendia de carros antigos, notou desde o início que havia algo de estranho com o Buick. Poucas horas depois, Ennis desapareceu sem deixar rastros. As investigações sobre o carro, lideradas por Wilcox, revelaram detalhes cada vez mais estranhos: o carro se recuperava sozinho de qualquer avaria, era invulnerável à sujeira e a arranhões, e o motor não funcionava. No entanto, os policiais nunca conseguiram decifrar o mistério. Agora, mais de 20 anos depois, Ned redescobre o Buick e, intrigado com o possível envolvimento do carro na morte do pai, retoma a investigação.
Buick 8 é um dos livros menos comentados da biblioteca de Stephen King, mesmo assim é um dos meus preferidos. Isso talvez mude um pouco, já que foi anunciado que um filme de Buick 8 está sendo desenvolvido pela Hyde Park Entertainment e William Brent Bell, de Boneco do Mal, vai escrever o roteiro e assinar a direção da produção.
Um trabalho sujo, Christopher Moore
Esse aqui é um livro repleto de humor negro. Sinceramente, não lembro exatamente como cheguei nele, mas a agilidade de Christopher Moore me supreendeu. O cara tem uma escrita limpa e traz uma obra repleta de referências pop. A trama? Ao longo da vida, a maioria das pessoas imagina a profissão que vai ter ou aquela que poderia ter tido. De todas as opções, uma certamente seria impensável: tornar-se um funcionário da Morte. Pois bem. Charlie Asher é um cara bem normal com uma vida normal, casado com uma mulher brilhante e bonita que realmente o ama por sua normalidade. Eles estão até prestes a ter seu primeiro filho. Sim, Charlie está bem — até que as pessoas começam a cair mortas ao seu redor, e em todo lugar que ele vai uma presença sombria sussurra para ele de baixo das ruas. Charlie Asher, ao que parece, foi recrutado para uma nova posição: como Morte.
É um trabalho sujo. Mas, ei! Alguém tem que fazer isso.
“Moore é seriamente rebelde em relação ao humor. [...] Suas tiradas são engraçadas e dispostas a subverter qualquer tema.” (New York Times)
O livro já rendeu uma continuação “Second hand Souls” que por enquanto ainda não achei por aqui. Para quem está achando que o livro é um livro pesado, fiquem tranquilos, a leitura é bem leve e muito bem humorada.
A menina que tinha dons, Mike Carey
Mike Carey é mais um que saiu de uma bem sucedida carreira nos quadrinhos, com algumas das mais elogiadas histórias de X-Men, O Quarteto Fantástico e Hellblazer, para os romances. Assim como Warren Ellis e Neil Gaiman, o sucesso veio logo de cara. O britânico M. R. Carey (ele opta por um nome diferente dos quadrinhos) apresenta uma trama original e emocionante em sua estreia como romancista com A menina que tinha dons.
Aclamado pela crítica, o livro se tornou um bestseller imediato na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos ao contar a história de Melanie, uma menina superdotada que faz parte de um grupo de crianças portadoras de um vírus que se espalhou pela Terra e que são a única esperança de reverter os efeitos dessa terrível praga sobre a humanidade
Aproveitando da popularidade graças aos filmes de George A. Romero na década de 1970, os zumbis têm sido explorados no cinema e na literatura e estão cada vez mais em voga São ícones da cultura pop, está aí o sucesso The walking dead para provar (lembrando que esse também veio do quadrinho, a série original é Robert Kirkman) A questão é: depois de tanto já escrito e filmado sobre o tema, restou alguma carne no cadáver? Com sua larga experiência como roteirista de quadrinhos, Carey mostra que sim, com uma abordagem humanista e inovadora em A menina que tinha dons. Uma comovente história sobre amor, perda e companheirismo encenada num futuro distópico.
Hailstone, Rafael Scavone e Rafael De Latorre
Vamos de quadrinhos agora. Por influência do meu pai, gosto muito de faroeste, do estilo spagheti de Sergio Leone e Clint Eastwood ao mais sério como Os Imperdoáveis. E toda a gama que está ali no meio, Tombstone, Rápida e mortal, Sete homens e um destino… E por que não, no quadrinhos? Temos alguns bons exemplos de western, Tex, Blueberry do Moebius (ainda assinando Jean Giraud) só para ficar com alguns.. e foi uma grata surpresa a descoberta dee Hailstone.
Escrita pelos xarás brasileiros Rafael Scavoni e Rafael De la Torre, Hailstone é um terror, sci-fi e um faroeste soturno. Um suspense que te agarra pelo pescoço e evoca o clássico Frankenstein de uma forma moderna, misturado em uma atmosfera digna do mestre Stephen King.
E a trama? Durante a época da Guerra Civil Americana (1861-65), a população da remota cidadezinha de Hailstone, em Montana, está faminta e com um número crescente de desaparecidos. Presos pela neve implacável, os moradores da região ficam cada vez mais desesperados e entram em conflito com a fábrica militar bem abastecida na área. A situação piora quando uma garota local chamada Mary desaparece enquanto procura comida com sua mãe. O xerife Denton Ross, traumatizado e incapaz de ajudar seu povo, e seu assistente Tobias, intervêm para manter a paz, mas seus esforços os colocam em um caminho perigoso. A investigação sobre o desaparecimento de Mary revela um segredo misterioso e bem guardado que mudará suas vidas para sempre... Se eles conseguirem sobreviver.
O trabalho da dupla é surpreendente, publicado primeiramente com uma série dentro da iniciativa Stout Club (falarei mais sobre isso em algum momento), a obra ganhou uma edição brasileira na íntegra pela marca DarkSide® Graphic Novel. Hailstone é um daqueles quadrinhos que revelam novas camadas a cada releitura, imperdível para os amantes de uma boa história, que prende o leitor desde as primeiras páginas.
Barnstormers, Scott Snyder e Tula Lotay
Esse é mais complicado… Barnstormers não tem ainda uma edição em português… Só mesmo via kindle, Prime reading ou uma edição impressa da DarkHorse. Mas mesmo assim vale muito a pena.
É mais um trabalho de Scott Snyder, o cara não para! Escritor de sucesso com Batman, Liga da Justiça, American Vampire entre outros… Snyder se junta a britânica Tula Lotay e suas ilustrações de tirar o fôlego para contar uma história de amor proibido.
A ação se passa em 1927, os últimos dias da era do barnstorming (tipo de show itinerante onde os pilotos competiam entre si realizando feitos mais mortais e maravilhosos). O piloto ferido Hawk E. Baron está de volta da guerra. Ainda jovem, Baron é um aventureiro que vive viajando de cidade em cidade em seu avião entretendo as pessoas, a maioria das quais nunca viu um carro, muito menos um avião.
Seu mundo muda quando ele conhece Tillie, uma jovem que compartilha sua paixão aventura. Logo a dupla se torna um novo espetáculo, encantando as pessoas com seus desafios arrojados. Tillie é a wing-walker de Hawk, subindo na asa do avião durante o voo para realizar acrobacias que desafiam a morte. Ao longo do caminho, Hawk e Tillie se unem, confessando seus segredos e começam um romance nesta série exuberante e centrada nos personagens que explora os primeiros dias da aviação e o relacionamento e o romance em evolução entre dois jovens pilotos.
Para quem não tem medo de ler em inglês, ou só quiser ver os desenhos maravilhosos da Tula, Barnstormers é o melhor pedido.
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