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E vamos falar de inteligência artificial?

10 de abr. de 2025
4 min de leitura

Vamos falar de IA?

Vamos lá... Hora do Beco do autor! Nos primeiros posts falei de livros, séries, quadrinhos... Agora é o momento de falar um pouco de produção e vou aproveitar para entrar no grande assunto do momento: Inteligência Artificial.

Não vou falar de Skynet, até porque não quero provocar ninguém (Viu T-1000?) Vou ser prático e mostrar como a IA pode ser útil na produção de uma capa de livro.

Existem várias ferramentas legais para esse processo, umas mais simples outras mais complexas... Midjourney, chatGPT, Leonardo, Dall-e são algumas das mais faladas por aí... as próprias grandes marcas já tem as suas IA’s: Google está com o Gemini, Adobe tem o Firefly, Microsoft para gerar imagens tem o Designer e o Bing.

Todas tem seus prós e contras... mas em comum é que todas precisam de uma instrução para gerar a sua imagem, o prompt. Quanto mais específico for o seu prompt, melhor vai ser seu resultado. E o barato é ir refinando o seu pedido até chegar a imagem que você imaginou.

Mesmo assim nem sempre conseguimos acertar. Minha experiência com o Firefly me mostrou que em determinado ponto a IA “trava” e não consegue mais refinar os seus pedidos e fica apresentando as mesmas imagens com pouca variação.

Como disse que a ideia hoje era ser prático, vou mostrar como foi processo para criação da capa de uma antologia para editora Livros Ilimitados. O tema da antologia é fantasia. Pensei em uma imagem com um castelo, fim da tarde, iluminado por velas na alto de uma montanha. Comecei o trabalho no Bing:

o prompt a direita é mais básico já que estava começando o trabalho.
o prompt a direita é mais básico já que estava começando o trabalho.
O mesmo prompt apresenta outra imagem.
O mesmo prompt apresenta outra imagem.
O prompt já mais refinado tentando um caminho diferente.
O prompt já mais refinado tentando um caminho diferente.

As respostas do Bing não estavam me agradando e passei para o Firefly, com o prompt parecido (interessante observar que o mesmo prompt em cada ferramenta vai te dar resultados diferentes). Comecei a chegar mais perto do que estava imaginando:

Um prompt uma pouco mais trabalhado no Firefly me deu resultados melhores.
Um prompt uma pouco mais trabalhado no Firefly me deu resultados melhores.

Com pequenas variaçãos do prompt cheguei em uma imagem que me agradou:

A imagem escolhida.
A imagem escolhida.

Próximo passo foi montar a capa, definir a tipologia e inserir a imagem escolhida:

A imagem escolhida aplicada na capa aberta em cima da base.
A imagem escolhida aplicada na capa aberta em cima da base.

Definida a capa em si (a frente), precisava fechar a quarta capa e orelhas como pode ser visto na imagem acima. A proporção da imagem do Firefly não batia com o formato da capa aberta. Agora usei a própria IA do Photoshop para fechar a imagem:


A imagem com o canvas ja aumentado, parte preta é a area que precisa ser completada.
A imagem com o canvas ja aumentado, parte preta é a area que precisa ser completada.
O Photoshop me deu três opções para fechar a imagem.
O Photoshop me deu três opções para fechar a imagem.
Tenho que lembrar que além da imagem, vai entrar um texto nesse espaço, então preciso de um complemento que vá dar leitura quando aplicar o texto.
Tenho que lembrar que além da imagem, vai entrar um texto nesse espaço, então preciso de um complemento que vá dar leitura quando aplicar o texto.

Das três opções que o Photshop gerou, a de baixo foi a que mais me agradou:

A imagem completa escolhida para capa.
A imagem completa escolhida para capa.

O trabalho já começava a ter uma cara de capa de livro, mas ainda tinha que resolver as orelhas, depois de eliminar os balões de coração que vieram na base usada:

A capa planificada ainda sem as orelhas.
A capa planificada ainda sem as orelhas.

Hora de voltar para o Bing. E tome prompt...

a primeira opção ainda pensei em mais um elemento de fantasia, no caso o dirigível steampunk, mas achei com informação demais para proposta (apesar de gostar muito da imagem obtida).
a primeira opção ainda pensei em mais um elemento de fantasia, no caso o dirigível steampunk, mas achei com informação demais para proposta (apesar de gostar muito da imagem obtida).
A imagem do dragão em cima do lago com o prompt que a gerou.
A imagem do dragão em cima do lago com o prompt que a gerou.

Escolhido os dragões, foi só fechar a capa:

A capa quase finalizada no illustrator, só faltando aos textos finais.
A capa quase finalizada no illustrator, só faltando aos textos finais.

Processo explicado e ilustrado. Após fechar a capa e ficar satisfeito com o resultado, comecei a pensar mais sobre tudo que tem envolvido as IA’s.

Será que os ilustradores serão substituidos? Tem pelo menos 20 anos que trabalho com ilustradores de alto nível. Não vejo as IA’s tomando o lugar desses profissinais. Como disse lá no começo, são ferramentas e como toda ferramenta, é necessário saber usar. Eu consegui um resultado bom em um curto espaço de tempo. Teria conseguido o resultado contratando um ilustrador mas provavelmente não no mesmo espaço de tempo, nesse caso o uso da IA foi uma grande vantagem. Eu comentei que em determinado momento o Firefly "trava"e passa apresentar praticamente a mesma imagem. Nessa hora que o elemento humano faz a diferença, um ilustrador com certeza traria uma soluçao diferenciada para o trabalho em cima da sua experiência.

O fator humano é o diferencial na vida das pessoas, recentemente tive que resolver um problema com o servidor de emails, pelo site não conseguia fazer o login, telefone e email sem reposta e caí no whatsapp da empresa, onde uma IA bem burrinha fazia o atendimento com algumas perguntas até que pedia para fazer o login no site (que era o problema inicial!!) em nenhum momento apareceu a opção de falar com um atendente... Só consegui resolver o problema dois dias depois pelo telefone falando com uma pessoa.

Existem outas IA’s poderosas gerando videos com rostos de pessoas reais. Será que em breve não teremos mais atores? Chegará o momento que reviveremos atores falecidos? Um exemplo, hoje há uma discussão sobre quem será o próximo James Bond após a saída de Daniel Craig... que tal trazer Sean Connery de volta? Ou Roger Moore? Minha opinião é que por mais realista que seja a produção dessas ferramentas sempre faltará o elemento humano, a imprevisibilidade e própria alma do ser humano. Um computador não vai conseguir reproduzir “aquilo” que fazia o Connery ser Connery.

É certo que as IA's ainda vão evoluir muito... e essa discussão vai longe também... o melhor a se fazer é aprender a usar e tomar cuidado com a Skynet....

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